A Justiça Federal aceitou, na terça-feira (17), denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra representantes da concessionária Econorte e outras pessoas envolvidas por crimes de peculato e lavagem de dinheiro na manutenção de contratos de concessão de pedágios no Paraná
Ao todo, seis réus – incluindo dois colaboradores – foram denunciados por peculato e lavagem de dinheiro. O pedido do MPF pede a condenação dos réus com a prisão e multa de, no mínimo, R$ 516.911,89, bem como bloqueio de bens.
Sobre o esquema criminoso – A denúncia relata a geração de dinheiro em espécie, pela empresa LL Systems- Comunicação e Dados LTDA, em favor da concessionária Econorte, por meio de contratos parcialmente fictícios e emissão de notas falsas. Esse dinheiro em espécie tinha por finalidade o pagamento dos agentes públicos e políticos do Paraná, pela concessionária Econorte, para a manutenção dos contratos de concessão de pedágios. O valor gerado pela empresa paulista foi de R$ 516.911,89, e foi entregue pessoalmente, em diversas prestações, aos servidores da Econorte. Um dos colaboradores confessou as práticas ilegais, que aconteceram de outubro de 2013 a abril de 2015.
Sobre a Operação Integração – A Operação Integração, braço da Lava Jato no Paraná, investiga o complexo esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, que perdurou entre 1999 e 2018, relacionado à execução de contratos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná, denominado “Anel de Integração”. Ao longo de 2 anos, três concessionárias já fizeram acordo de leniência com o MPF (Rodonorte, Ecovia e Ecocataratas) e 21 agentes realizaram acordo de colaboração premiada.

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