Na maioria dos pontos de coleta, a Prefeitura disponibilizou apenas contêineres para lixo orgânico. Sem alternativa para separar corretamente os resíduos, muitos moradores acabam descartando materiais recicláveis nesses recipientes. O resultado é grave: itens que poderiam ser reaproveitados acabam encaminhados ao aterro sanitário, reduzindo sua vida útil e aumentando o impacto ambiental.

O problema também compromete o trabalho das cooperativas e dificulta a implementação de uma política mais sustentável de gestão de resíduos. Especialistas e moradores apontam uma solução simples: instalar dois coletores — um para lixo orgânico e outro para recicláveis — lado a lado em todos os pontos de coleta, e não apenas em locais específicos, como ocorre hoje. A medida estimularia a participação da população na separação do lixo, contribuiria para a preservação ambiental e melhoraria as condições do aterro.
Atualmente, a Cooperativa realiza a coleta de recicláveis apenas uma vez por semana — e nem sempre com regularidade. Além disso, a falta de equipamentos adequados obriga os trabalhadores a improvisarem sacos de coleta fora do padrão. Moradores questionam se o problema está na ausência de equipamentos ou na necessidade de investimentos para ampliar a estrutura de trabalho da entidade.

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