O Setembro Amarelo é a maior campanha de conscientização sobre a prevenção e cuidado com a saúde mental no Brasil e no mundo. Criada em 2015, a iniciativa tem como objetivo alertar a população para a importância de ter uma vida ativa e saudável, bem como de conscientizar sobre a prevenção ao suicídio e de olharmos com atenção para o nosso bem-estar psicológico. Estresse, ansiedade e depressão são apenas algumas questões emocionais que podem afetar a nossa qualidade de vida, relacionamentos e até mesmo a nossa saúde física. Reconhecer que você possa estar passando por momentos difíceis e buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e autocuidado. Diante desse cenário, especialistas reforçam que falar sobre saúde mental e buscar ajuda.
O médico psiquiatra e professor da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Tadeu Guerra, ressalta que é importante estar atendo a alguns sinais. “Muitas vezes, o silêncio pode ser um dos primeiros sinais de alerta. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento social, frases que demostram desesperança ou falta de sentido para viver precisam ser levadas a sério. Procurar apoio psicológico ou psiquiátrico não deve ser visto como fraqueza, mas sim como um ato de coragem e cuidado consigo mesmo”, destaca o Dr. Tadeu.
Os relatos de humor deprimido aparecem em diferentes faixas etárias. “Os idosos são muito impactados pela distância de pessoas importantes (especialmente pela falta do contato com filhos e netos), já os adultos veem-se sobrecarregados com os afazeres pessoais e profissionais. Em crianças e jovens, a percepção de um ambiente estável e seguro é fundamental para a estabilidade emocional”, comenta o médico.
Entre os cuidados que podem fortalecer o bem-estar emocional, estão manter uma rede de apoio com familiares e amigos, praticar atividades físicas de forma regular, ter momentos de lazer, cuidar da qualidade do sono e procurar acompanhamento profissional quando necessário. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos no mundo, e no Brasil a média é de 14 mil casos anuais, o que representa cerca de 38 mortes por dia. Diante desse cenário, especialistas reforçam que falar sobre saúde mental e buscar ajuda são atitudes fundamentais para prevenir o suicídio.
Atendimento ao público
O Ambulatório Escola de Medicina da Afya, em Pato Branco, conta com o atendimento de acadêmicos do curso e com a supervisão do Dr. Tadeu e da Dra. Ana Camila Cabeço. De acordo com ele, existe uma percepção de que a busca por este atendimento é crescente. Neste primeiro semestre de 2025, foram realizados 468 atendimentos. De acordo com o médico, este crescimento tem relação, entre outras coisas, com a nossa rotina, os desafios entre a vida profissional e pessoal e as mudanças intensas que vêm ocorrendo na sociedade (especialmente tecnológicas). Por outro lado, o aumento também é percebido como uma forma das pessoas buscarem atendimento profissional e uma preocupação com a saúde mental que, felizmente, está deixando de ser encarado como um constrangimento”, destaca o médico.

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