Na sessão da Câmara Municipal de Pato Branco, o vereador Rodrigo Correia expressou forte preocupação com a possibilidade de suspensão de serviços prestados pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims) ao município. Segundo o parlamentar, ele foi informado de que o consórcio poderia interromper alguns atendimentos devido a uma dívida de aproximadamente R$ 3 milhões da Prefeitura de Pato Branco. “De pronto, entrei em contato com a secretária de Saúde, Marcia Carvalho, e ela confirmou a informação”, afirmou o vereador.
O Conims é composto por 33 municípios, sendo 15 do Paraná e 18 de Santa Catarina, e é responsável por processos de licitação para compra de insumos e medicamentos, transporte de pacientes (TFD) para Curitiba e casas de apoio na capital paranaense.
Críticas à gestão e apelo por autonomia municipal
Rodrigo Correia argumentou que o valor pago ao consórcio é “exorbitante” e que Pato Branco poderia retomar a gestão direta dessas demandas. Ele sugeriu que o prefeito Geri Dutra siga o exemplo do ex-prefeito Roberto Viganó, que em gestões anteriores retirou o município do consórcio. “Será que Pato Branco, um município que vai passar de R$ 700 milhões de orçamento, não tem equipe para comandar suas próprias licitações na área da saúde?”, questionou o vereador.
Para ele, o modelo atual não garante à população o atendimento que necessita. Segundo Correia, consultas com médicos especialistas e cirurgias continuam sendo um gargalo, e o consórcio só oferta serviços a Pato Branco quando há sobra de demanda de outros municípios. “Temos filas enormes para cirurgias e exames. Há idosos sendo levados em micro-ônibus sem ar-condicionado até Cascavel para fazer uma simples cirurgia de catarata. Isso é desumano”, afirmou.
O vereador também alertou que, caso a dívida não seja quitada, serviços essenciais podem ser suspensos, como o transporte de pacientes e a compra de medicamentos. Ele defendeu a formação de uma equipe técnica própria da Secretaria de Saúde para gerir os recursos e os atendimentos. “O povo está padecendo. Tem gente morrendo na fila de espera por um simples exame, aguardando meses por uma endoscopia. Isso é um absurdo”, concluiu.

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