A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza é uma das instituições que tem contribuído com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec no desenvolvimento de ações voltadas à conservação da biodiversidade e à avaliação dos esforços históricos de restauração ambiental no Refúgio Biológico de Santa Helena (RBSH). A pesquisa “Mamíferos de médio e grande porte do Refúgio Biológico Santa Helena”, realizada pelo professor da UFFS Carlos Brocardo, é uma das que busca avaliar os impactos ecológicos das ações de reflorestamento realizadas ao longo das últimas quatro décadas na área de refúgio biológico. O objetivo é compreender como os ecossistemas restaurados se estruturam e funcionam atualmente, fornecendo subsídios científicos para o aprimoramento das estratégias de manejo e conservação.
O estudo integra a Fase 2 do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) do Itaipu Parquetec e a UFFS, ao lado de outras instituições de ensino e pesquisa, integra esse esforço colaborativo, contribuindo com conhecimento técnico e metodológico para o levantamento e análise das espécies de mamíferos que habitam o RBSH. Segundo o professor Carlos Brocardo, a pesquisa compõe o Eixo Biodiversidade do NIT, considerado um marco para o conhecimento da biodiversidade regional. “Conhecer a biodiversidade nesta paisagem, que sofreu inúmeras transformações nos últimos 50 anos, permitirá não só avaliar a eficiência das medidas de conservação adotadas até então, mas principalmente dar subsídios para que novas ações possam manter e recuperar as populações das espécies silvestres, garantindo também serviços ecossistêmicos às comunidades humanas que vivem no entorno dessas áreas protegidas”.
O projeto é desenvolvido em parceria com a equipe do IFPR, coordenada pelo Prof. Gledson Vigiano Bianconi. Somam esforços o pesquisador visitante Michel Miretzi, no escopo dos mamíferos de pequeno porte; o professor Eduardo Tieppo (Campus Pinhais), responsável pelo apoio tecnológico às ações de comunicação e educação ambiental, incluindo o desenvolvimento de um aplicativo móvel de observação da fauna e a organização do repositório digital do projeto; o Técnico em Assuntos Educacionais Andrius Felipe Roque (Campus Pinhais), que atua no desenvolvimento de materiais de comunicação, ações formativas e recursos educativos acessíveis; e os professores Paulo Sérgio da Silva (Campus Pinhais) e Daniel Bussolaro (Campus Curitiba), responsáveis pelas análises ecotoxicológicas voltadas à avaliação de contaminantes e seus efeitos sobre a fauna e o ambiente. Por fim, conta ainda com a pesquisadora Fabiana Rocha Mendes, do Instituto Neotropical de Pesquisa e Conservação (INPCON), dedicada ao estudo da defaunação e dos impactos da comunidade de mamíferos de médio e grande porte na regeneração florestal do refúgio.
Sobre o Refúgio Biológico de Santa Helena (RBSH)
Criado em 1984, o RBSH representa um dos principais exemplos de restauração florestal empreendida pela Itaipu, totalizando 1.482 hectares antes ocupados por áreas agrícolas e hoje cobertos por uma floresta consolidada. Esse território abriga uma expressiva diversidade de insetos, mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes – reflexo do êxito do processo de recuperação ambiental iniciado há mais de 40 anos. O projeto integra o Eixo Biodiversidade do NIT, que também reúne estudos sobre aves, anfíbios, répteis, peixes e insetos (como abelhas, vespas, libélulas e opiliões), desenvolvidos em parceria com instituições como o IFPR (Campus Umuarama e Campus Curitiba), a UFPR, a Unila, a UTFPR, o IFSULDEMINAS, entre outras. Além das pesquisas de campo, o eixo promove ações educativas e de comunicação científica, fortalecendo a interface entre ciência e sociedade e ampliando a valorização pública da biodiversidade do território Itaipu.

Mais
Polícia Militar recupera caminhão roubado e realiza prisões em ocorrências na região
Câmara de Pato Branco analisa projeto que amplia transparência na coleta de lixo
Ações policiais resultam em prisões por tráfico de drogas em Itapejara d’Oeste e Pato Branco