O vereador Rodrigo Correia fez duras críticas à qualidade dos serviços prestados pela COPEL, tanto em Pato Branco quanto em todo o Estado do Paraná. Segundo ele, discutir o tema tem se tornado repetitivo e ineficaz, comparando a situação a “enxugar gelo”, ou seja, um esforço contínuo sem resultados concretos. O vereador atribuiu a principal responsabilidade pela atual situação ao governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Júnior, destacando a privatização da COPEL como fator determinante para a piora nos serviços. De acordo com ele, a venda de um dos maiores patrimônios públicos do Paraná resultou em impactos negativos significativos no fornecimento de energia.
Antes e Depois da Privatização
Rodrigo Correia relembrou que, mesmo antes da privatização, já havia críticas à COPEL, inclusive na legislatura anterior, quando diversos vereadores cobravam melhorias. No entanto, ele enfatizou que a situação atual é muito mais grave. Como exemplo, mencionou a fragilidade do sistema elétrico, afirmando que pequenas interferências já são suficientes para causar interrupções no fornecimento. Segundo ele, quedas de energia ocorrem com frequência tanto na área urbana quanto na zona rural, agravando-se ainda mais em períodos de chuva, quando moradores e produtores rurais chegam a ficar dois ou três dias sem energia.
Falta de Autonomia dos Funcionários
Outro ponto destacado foi a atuação dos representantes da COPEL em reuniões com o poder público. De acordo com o vereador, os funcionários não têm autonomia para explicar os problemas enfrentados, chegando às reuniões “censurados”, sem poder se manifestar livremente sobre a realidade da empresa. Ele reforçou que os trabalhadores não devem ser responsabilizados diretamente, pois apenas cumprem ordens superiores. Ainda assim, alertou que a tendência é de agravamento da situação, caso não haja mudanças estruturais.
Situação Precária do Ginásio do Jardim Floresta
Além das críticas à concessionária de energia, Rodrigo Correia também abordou problemas na infraestrutura pública municipal. Ele relatou visita recente ao ginásio de esportes do bairro Jardim Floresta, onde constatou condições precárias em diversas áreas. Apesar da quadra estar em excelente estado — com piso novo instalado na gestão anterior do prefeito Robson Cantu —, o restante da estrutura apresenta sérios problemas. Vestiários, banheiros e copa estão inutilizáveis, com vasos sanitários quebrados, ausência de água e energia, forro danificado e portas comprometidas.
Impacto na Comunidade
Atualmente, o ginásio é utilizado apenas parcialmente. Durante o dia, alunos da Escola Vila Verde realizam atividades físicas no local, mas dependem da estrutura da escola para necessidades básicas, como o uso de banheiros. Já a comunidade do bairro está há mais de dois anos sem poder utilizar plenamente o espaço, justamente pela falta de condições mínimas de uso. A ausência de banheiros inviabiliza a realização de eventos e atividades comunitárias.
Solicitação de Providências
Diante desse cenário, o vereador informou que protocolou um requerimento solicitando ao Executivo Municipal e ao secretário de esportes, Fernando Mayer, que tomem providências urgentes. Segundo ele, a recuperação do espaço não exigiria grandes investimentos, sendo necessária principalmente a manutenção das áreas estruturais comprometidas. O objetivo é devolver à comunidade um espaço público funcional, já que a quadra e a iluminação estão em boas condições.
Conclusão
O discurso evidencia duas frentes críticas enfrentadas pela população: a precariedade no fornecimento de energia elétrica e a falta de manutenção em espaços públicos. Ambas, segundo o vereador, exigem atenção urgente do poder público para garantir qualidade de vida e infraestrutura adequada à população de Pato Branco e região.

Mais
Polícia Militar apreende drogas na PRC-280 e cumpre mandados de prisão no Sudoeste do Paraná
Precariedade no Fornecimento de Energia no Sudoeste do Paraná Gera Indignação e Cobranças
Projeto de lei propõe inclusão da “Rota da Fé – Caminhada Solidária” no calendário oficial de Pato Branco