Vereadora alerta para onda de envenenamento de animais e cobra ampliação das políticas de castração

Durante pronunciamento na Câmara Municipal, a vereadora Thania Caminski fez um alerta sobre o aumento dos casos de envenenamento de animais, especialmente no bairro Vila Esperança. Segundo a parlamentar, a situação tem causado grande preocupação entre moradores e protetores da causa animal. De acordo com a vereadora, embora o Vila Esperança tenha registrado um número expressivo de ocorrências nos últimos dias, os casos não estão restritos ao bairro e vêm sendo observados em diferentes regiões da cidade.

A parlamentar relatou que, somente no último fim de semana, diversos animais morreram após suposto envenenamento com “chumbinho”, produto frequentemente utilizado de forma ilegal. Em um dos casos citados, uma moradora teria levado seu cachorro para um breve passeio na calçada após a abertura do tempo. Em menos de cinco minutos, o animal morreu em decorrência do envenenamento.

Envenenamento de animais é crime

Durante o discurso, Thania Caminski reforçou que o envenenamento de animais configura crime e defendeu a investigação dos responsáveis. Segundo ela, é necessário identificar não apenas quem pratica o ato, mas também a origem do produto utilizado nos envenenamentos. A vereadora destacou que há relatos de que determinadas pessoas conseguem obter esse tipo de substância com facilidade. “Mais cedo ou mais tarde, essas pessoas serão responsabilizadas”, afirmou a parlamentar, ressaltando a importância da atuação das autoridades para combater esse tipo de prática.

Castração deve ser tratada como política pública permanente

Além da questão dos envenenamentos, a vereadora também chamou atenção para a necessidade de fortalecer os programas de castração animal no município. Ela informou ter encaminhado um requerimento à Secretaria Municipal do Meio Ambiente solicitando esclarecimentos sobre a continuidade das ações de castração, destacando que a medida deve ser considerada uma política pública permanente. Segundo Thania Caminski, a falta de castração contribui diretamente para o aumento da população de animais nas ruas. A situação gera problemas como fêmeas no cio, disputas entre cães em vias públicas e riscos para moradores, especialmente crianças.

Recursos destinados a ONGs podem ajudar a ampliar o atendimento

A parlamentar destacou que destinou recursos por meio de emendas para entidades de proteção animal, entre elas a ONG É o Bicho e a Anjos Protetores, com o objetivo de viabilizar projetos de castração. Diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, ela defendeu que os recursos sejam repassados às organizações para que o trabalho possa continuar sendo realizado. Na avaliação da vereadora, programas de castração periódicos, como mutirões promovidos pelo poder público, são importantes, mas insuficientes para resolver o problema da superpopulação de animais abandonados. Segundo ela, muitos dos animais que mais contribuem para a reprodução descontrolada permanecem nas ruas e acabam não sendo alcançados pelos programas tradicionais, que geralmente exigem cadastro prévio e outras etapas burocráticas.

Abandono e falta de responsabilidade dos tutores agravam o problema

Durante o pronunciamento, Thania Caminski também criticou a postura de alguns tutores que abandonam seus animais ou permitem que eles circulem livremente pelas ruas. Ela citou episódios registrados recentemente no bairro Veneza, onde cães foram vistos brigando em vias públicas. Para a vereadora, situações como essa são reflexo da falta de castração e da negligência de determinados proprietários. Além dos riscos para pessoas e outros animais, ela destacou que esses casos geram custos ao poder público, uma vez que animais feridos frequentemente necessitam de atendimento veterinário custeado pelo município. Segundo relatos recebidos pela parlamentar, alguns dos cães envolvidos em ocorrências recentes possuem tutores identificáveis e residem em imóveis com espaço suficiente para mantê-los adequadamente. Ainda assim, os animais seriam frequentemente deixados soltos nas ruas.

Vereadora pede mais denúncias da população

Outro ponto abordado foi a dificuldade de responsabilizar os responsáveis pelos animais quando a população deixa de formalizar denúncias. De acordo com a vereadora, muitas pessoas relatam problemas, mas se recusam a fornecer informações básicas, como endereço ou identificação dos envolvidos, por receio de represálias. Ela reforçou que os canais de denúncia permitem o anonimato e incentivou os moradores a colaborarem com as autoridades. “Sem informações, os órgãos responsáveis ficam de mãos atadas”, destacou.

A parlamentar lembrou ainda que existe legislação específica para responsabilizar tutores que descumprem seus deveres. Segundo ela, quem possui um animal deve garantir sua segurança e mantê-lo dentro de sua propriedade, evitando que tenha acesso livre às ruas e coloque em risco outros animais, crianças e a população em geral.

Apelo por ações integradas

Ao encerrar sua fala, Thania Caminski defendeu uma atuação conjunta entre poder público, organizações de proteção animal e comunidade para enfrentar problemas como abandono, reprodução descontrolada, maus-tratos e envenenamento. Para a vereadora, o fortalecimento das políticas de castração, a responsabilização dos infratores e a participação ativa da população por meio de denúncias são medidas fundamentais para reduzir os casos e garantir maior proteção aos animais no município.

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