Pato Branco registra 285 casos confirmados de dengue em 2026, aponta boletim epidemiológico

Boletim da Vigilância Epidemiológica mostra 639 notificações e 245 casos autóctones no município. Índice de infestação pelo Aedes aegypti está em 0,7%, considerado de baixo risco

O município de Pato Branco contabiliza 285 casos confirmados de dengue em 2026, conforme o Boletim Epidemiológico nº 16 de Arboviroses, divulgado pelo Departamento de Vigilância em Saúde e pela Divisão de Vigilância Epidemiológica. O levantamento considera o período de 1º de janeiro a 7 de agosto de 2026 e reúne dados referentes a moradores do município.

De acordo com o documento, foram registradas 639 notificações de dengue ao longo do período. Dos casos confirmados, 245 são classificados como autóctones, ou seja, foram adquiridos dentro do próprio município. O boletim também informa que não há óbitos confirmados nem mortes em investigação relacionadas à doença no período analisado.

Industrial lidera entre os bairros com casos confirmados

A distribuição dos casos de dengue mostra concentração em diferentes regiões de Pato Branco. O bairro Industrial aparece na primeira posição, com 23 casos confirmados. Na sequência estão o Centro, com 22 casos, e o Planalto, com 20. O bairro Cristo Rei registra 16 casos, enquanto o Fraron soma 15.

Também aparecem entre os bairros com maior número de confirmações:

  • Alvorada: 13 casos;
  • Pinheirinho: 10;
  • Novo Horizonte: 10;
  • São Cristóvão: 9;
  • Independência: 9;
  • Sudoeste: 8;
  • São João: 8;
  • São Roque do Chopim: 7;
  • São Roque: 7.

Os números fazem parte do quadro de bairros com casos confirmados apresentado no boletim municipal.

Índice de infestação está em 0,7%

Outro indicador apresentado pelo boletim é o índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue. O índice atual é de 0,7%. Segundo a classificação apresentada no documento, índices de 0 a 1% são considerados de baixo risco. Entre 1% e 3,9%, o município entra em estado de alerta, enquanto índices acima de 4% são classificados como de alto risco.

Assim, o percentual de 0,7% registrado no levantamento coloca Pato Branco, neste momento, na faixa de baixo risco de infestação. O indicador, entretanto, não elimina a necessidade de manutenção das ações de prevenção e eliminação de criadouros. O boletim também destaca informações relacionadas aos principais criadouros encontrados nos domicílios.

Chikungunya também apresenta casos confirmados

Além da dengue, o boletim apresenta dados sobre chikungunya, outra doença transmitida pelo Aedes aegypti. No período analisado, Pato Branco teve 27 notificações de chikungunya, das quais 12 foram confirmadas. Desse total, dois casos são classificados como autóctones. Assim como ocorre com a dengue, o boletim informa zero óbitos em investigação e zero óbitos confirmados por chikungunya. Os casos confirmados de chikungunya estão concentrados, segundo o documento, nos bairros Centro e Novo Horizonte.

LIRAa aponta bairros com maior índice de infestação

O boletim também apresenta informações do LIRAa 02/25 – Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti, utilizado para identificar áreas com maior presença do mosquito e auxiliar no direcionamento das ações de vigilância.

Entre os bairros apontados com maior índice de infestação, aparecem:

  • Veneza
  • Amadori
  • Industrial
  • Alvorada
  • Bela Vista

A relação é apresentada no boletim como referência aos principais criadouros identificados nos domicílios.

Vigilância mantém acompanhamento dos indicadores

Os dados são acompanhados pelo Departamento de Vigilância em Saúde e pela Divisão de Vigilância Epidemiológica de Pato Branco. A fonte indicada no documento é o sistema Dengue Online. O boletim tem data de emissão de 7 de agosto de 2026 e deixa claro que os números apresentados correspondem a residentes do município de Pato Branco.

Com 639 notificações e 285 confirmações de dengue, sendo 245 autóctones, os dados reforçam a importância da continuidade do trabalho de vigilância, especialmente nas regiões que concentram maior número de casos e nos bairros identificados pelo levantamento como áreas com maior índice de infestação. Ao mesmo tempo, o índice geral de 0,7% permanece dentro da faixa considerada de baixo risco pelo próprio boletim.

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