Os experimentos coordenados pelo professor Jonatas Cattelam, do curso de Medicina Veterinária, testaram diversos materiais forrageiros: aveia branca (Artemis, Andromeda e Afrodite), aveia preta (Cabocla), centeio (IPR 89), trigo (Batovi) e triticale (Goitacá). As áreas experimentais da UFFS receberam as plantações, que foram acompanhadas da semeadura à colheita para ensilagem. “O objetivo foi verificar se essas espécies são viáveis para produção de silagem no inverno, oferecendo uma alternativa ao milho, que é a base na estação quente. E o que observamos é que todas elas se adaptaram muito bem às condições de clima e solo do Sudoeste do Paraná”, destacou Cattelam. Para o produtor que busca diversificar a alimentação do rebanho no inverno, as cultivares testadas representam opções viáveis e seguras: “Algumas são mais precoces, outras mais tardias; umas produzem mais grão, outras mais massa foliar. O importante é que todas são viáveis e oferecem opções para diferentes realidades produtivas a depender do objetivo do produtor”, explicou.
O professor da UFFS destacou a importância da pesquisa para a região: “A silagem de milho é a base na estação quente, mas, se houver algum problema ou se o produtor quiser diversificar, as forrageiras de inverno surgem como alternativa segura. Podemos direcionar o milho para animais de alta exigência e usar a silagem de inverno para outras categorias, otimizando a alimentação do rebanho”, disse.
Os experimentos com forrageiras de inverno na UFFS são desenvolvidos através de diferentes projetos de ensino, pesquisa e extensão. Além de contarem com o apoio do IDR-PR e da Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar (CLAF), também participam dos projetos bolsistas de iniciação científica e estudantes de graduação e pós-graduação, dos cursos de Medicina Veterinária e do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Bem-Estar e Produção Animal Sustentável da UFFS. A equipe agora segue com a compilação dos dados de produtividade e a realização das análises bromatológicas das silagens, que auxiliam na avaliação da qualidade de cada material. “Além de garantir alimento em quantidade, também é importante que a silagem produzida apresente qualidade adequada, a fim de assegurar que a demanda nutricional dos animais que receberão a silagem seja atendida”, destacou o professor Cattelam.
Lançamento da Aveia Mega Massa

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