Antônio de Sant’Anna Galvão, também conhecido como Frei Galvão, chegou a trabalhar como pedreiro e mestre-de-obras. Por isso, passou a ser reconhecido como padroeiro e patrono da Engenharia no Brasil. Em 25 de outubro de 1998, o Papa João Paulo II beatificou Frei Galvão como santo e a data deu origem ao Dia do Engenheiro Civil, no país.
No Paraná, há 25.885 engenheiras e engenheiros civis registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). A Regional Curitiba é a que tem maior número de profissionais, 11.580. Em seguida, a Regional Maringá, com 3.985; Regional Cascavel, 3.108; Regional Londrina, 2.493; Regional Ponta Grossa, 1.509; Regional Pato Branco, 1.211; Regional Guarapuava, 1.158; e Regional Apucarana, 841. Há ainda, 11.968 engenheiros e engenheiras civis de outros estados, entre outros registros.
A Engenharia Civil tem, ainda, o maior número de profissionais registrados entre as modalidades das Engenharias, Agronomia e Geociências, no Crea-PR, 40%. Atualmente, segundo dados do Departamento de Fiscalização (Defis) do Conselho, há 64.476 profissionais registrados.
O engenheiro civil Ricardo Rocha, presidente do Crea-PR, destaca a importância da atuação dos profissionais da Engenharia Civil nas mais diversas áreas e observa que, além de ter o maior número de registros no Conselho, estão presentes em todas as regiões do Estado. “Uma das principais características dos profissionais da Engenharia Civil é a sua amplitude de atuação. Há algumas áreas predominantes, como a construção civil, que abrange as edificações, as obras públicas e as comerciais, nas áreas de projeto e execução. Mas, há muitas outras.”
O presidente do Crea-PR cita outros setores, como as obras de infraestrutura, em que os engenheiros civis atuam em planejamentos e projetos de rodovias, pontes, viadutos, ferrovias e aeroportos.
“Os profissionais da Engenharia Civil cumprem funções importantes em diversos setores, na iniciativa privada e nos vários níveis da Administração Pública, propondo e atuando em políticas públicas e elaborando e executando projetos que podem impactar em recursos para escolas, creches, hospitais e unidades de saúde. Também podem atuar no planejamento e no orçamento, elaborar termos de referência, integrar comissão de licitação de obras públicas e, ainda, participar da execução e fiscalização das obras, pois são habilitados para tanto”, completa Ricardo Rocha.
Dante Alves Medeiros Filho, engenheiro civil de Maringá e coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Civil (CEEC) do Crea-PR, destaca a sinergia com a economia do Estado e do país.
“O Sistema Confea/Crea tem um panorama de tudo o que acontece nas Engenharias, Agronomia e Geociências do Brasil, por meio das Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs). É um banco de dados fabuloso e que permite identificar o trabalho, a intensidade e a frequência, entre outros. Nos anos críticos da pandemia de Covid-19, a Engenharia Civil e o agronegócio se destacaram muito. Nossos registros mostraram um aumento das atividades, o que comprova que a modalidade tem correspondido aos anseios da sociedade”, detalha.
Para o coordenador da CEEC do Crea-PR, a Engenharia Civil tem se mostrado capaz de se manter relevante e contemporânea. “Ao longo da linha do tempo, a Engenharia Civil passou por transformações, mas manteve características básicas e integrou novas tecnologias. O atual desafio é aumentar a eficiência dos processos, principalmente em busca da sustentabilidade ambiental”, completa Dante, que também é professor do Centro de Tecnologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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