Pato Branco recebe mais de R$ 8,8 milhões da União em março

Pato Branco recebeu R$ 8.825.866,80 em repasses da União apenas no mês de março de 2026. No acumulado do ano, entre janeiro e março, o total já chega a R$ 24,47 milhões, segundo dados da execução orçamentária federal. Os números impressionam, mas também revelam como o dinheiro está distribuído — e quais áreas concentram a maior parte dos recursos.

A saúde foi, de longe, o principal destino dos repasses. Somente o Fundo Municipal de Saúde recebeu mais de R$ 8,5 milhões em março. Os valores são utilizados em diferentes frentes, como o custeio da atenção primária (postos de saúde), atendimento de média e alta complexidade (consultas especializadas, exames e internações) e ações de vigilância em saúde. Grande parte desses recursos também está ligada ao pagamento de profissionais da área, além de programas federais que complementam o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na educação, o volume foi mais modesto. O município recebeu R$ 217,7 mil por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), destinado à merenda dos estudantes da rede pública. Já a assistência social contou com cerca de R$ 53,7 mil em março, distribuídos entre programas de proteção social básica e especial. Esses recursos atendem famílias em situação de vulnerabilidade, mas representam uma fatia pequena do total repassado.

Além das transferências diretas para áreas específicas, Pato Branco também recebeu recursos considerados essenciais para o funcionamento da máquina pública. É o caso do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que somou R$ 2,63 milhões no mês. No acumulado do ano, esse valor já ultrapassa R$ 18,7 milhões. O município ainda teve receitas menores vindas de outras fontes, como o Imposto Territorial Rural (ITR) e compensações financeiras ligadas à exploração de recursos naturais, como petróleo e mineração.

Apesar do volume expressivo, especialistas apontam que grande parte desses recursos é “carimbada”, ou seja, já tem destinação obrigatória definida pelo governo federal. Isso reduz a margem de decisão da prefeitura sobre onde investir o dinheiro. Na prática, os dados mostram que a saúde continua sendo a área mais dependente de recursos federais e também a que mais consome verbas públicas. Ao mesmo tempo, reforçam a importância das transferências constitucionais, como o FPM, para manter o funcionamento básico do município.

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