Outubro Rosa além do mamógrafo: quais sinais da mama não deveriam ser ignorados?

O Outubro Rosa é um convite à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Embora a mamografia seja uma das principais ferramentas para identificar a doença antes mesmo do aparecimento de sintomas, a atenção à saúde das mamas vai além da realização de exames periódicos. Conhecer o próprio corpo e reconhecer alterações suspeitas são atitudes importantes para que a investigação médica aconteça sem atrasos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026–2028. A doença é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

Para a ginecologista e professora da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Nataly Campos, a informação é uma aliada importante na identificação de possíveis sinais da doença. “A mamografia é fundamental para o rastreamento, mas também precisamos orientar as mulheres a reconhecer mudanças nas mamas. Perceber uma alteração e procurar avaliação médica não significa necessariamente que exista um câncer, mas é uma atitude importante para investigar a causa e, quando necessário, iniciar o tratamento precocemente”, explica a Dra.

Quais sinais merecem atenção?

Entre as alterações que não devem ser ignoradas estão o aparecimento de nódulos na mama ou na axila, mudanças no formato ou no tamanho de uma das mamas, retrações na pele e alterações no mamilo, como inversão recente. A pele também pode apresentar sinais importantes, como vermelhidão persistente, inchaço, feridas que não cicatrizam ou aspecto semelhante à casca de uma laranja. Outro alerta é a saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente quando apresenta sangue e ocorre em apenas uma das mamas.

Essas manifestações não significam necessariamente câncer, pois também podem estar relacionadas a condições benignas. Entretanto, precisam ser avaliadas por um profissional de saúde, principalmente quando são novas, persistentes ou progressivas. “A mulher deve observar mudanças em relação ao aspecto habitual das próprias mamas. Não é preciso esperar sentir dor ou perceber um nódulo grande para procurar atendimento. Algumas alterações podem surgir sem dor, e a avaliação médica é o caminho para entender o que está acontecendo”, destaca a ginecologista e docente do curso de Medicina.

Mamografia e atenção ao próprio corpo caminham juntas

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que a ausência de sintomas significa que está tudo bem ou que uma mamografia recente elimina a possibilidade de qualquer problema. O exame de rastreamento é realizado justamente para identificar alterações em pessoas sem sinais aparentes, mas não substitui a investigação de sintomas que apareçam posteriormente. Por isso, diante de um nódulo ou de outra alteração suspeita, a orientação é procurar atendimento médico, independentemente da idade ou da data do último exame. A necessidade de exames complementares será definida conforme cada situação.A recomendação para a realização periódica da mamografia pode variar conforme as diretrizes adotadas, a idade e o risco individual. Histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, por exemplo, pode exigir uma avaliação diferenciada e acompanhamento específico.

Prevenção durante todo o ano

Além de manter os exames em dia, adotar hábitos saudáveis contribui para o cuidado com a saúde. Praticar atividade física, manter um peso adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar são medidas que podem ajudar a reduzir o risco de diferentes doenças, incluindo o câncer de mama.A campanha Outubro Rosa reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce não devem ficar restritos a um único mês.  “O cuidado precisa fazer parte da rotina. Conhecer o próprio corpo, manter o acompanhamento médico e procurar atendimento quando surgir alguma alteração são atitudes que podem fazer a diferença. O mais importante é não ignorar os sinais e não adiar a investigação por medo”, conclui a Dra. Nataly, médica ginecologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco.

Mais do que lembrar a importância da mamografia, o Outubro Rosa é uma oportunidade para ampliar o acesso à informação e incentivar as mulheres a cuidar da saúde de forma contínua, com atenção aos sinais do corpo e acompanhamento profissional.

Da assessoria

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