Os selecionados são o professor Paulo Henrique Braz, o mestrando Andriel Gustavo Felichak e o professor Fernando Reimann Skonieski, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que também é docente permanente do PPG-SBPAS. As bolsas fazem parte do programa CAPES-Global.edu (Edital nº 13/2025). Por meio dele, a UFFS integra a Rede UniClima Global, liderada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Também foram contempladas as egressas Ana Letícia Marques e Marina Marangoni, atualmente doutorandas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), selecionadas no âmbito da Rede Teias, da UFMS. Ambas são orientadas pelo professor Paulo Braz.
Parceria com a Purdue já tem histórico
O professor Paulo Braz e o mestrando Andriel Felichak viajam em setembro de 2027, para a Purdue University, onde desenvolverão o projeto “Biomarcadores fisiológicos e moleculares na avaliação da saúde de animais silvestres frente aos impactos das mudanças climáticas”. As egressas Ana Letícia Marques e Marina Marangoni, que concluíram o mestrado no PPG-SBPAS, participarão do intercâmbio com projetos independentes desenvolvidos sob a orientação do professor Paulo Braz, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias (PPG-CiVet) da UFMS. As pesquisas seguem a mesma linha, voltada ao diagnóstico de doenças em animais silvestres.
Na Purdue University, os pesquisadores participarão das aulas de Clinical Pathology, ministradas pela docente responsável pela disciplina, e terão coorientação de professores da instituição. A rotina inclui acompanhamento de pesquisas em execução pelo grupo, coletas e processamento de materiais de animais silvestres, além de participação em atividades de campo e laboratoriais. “Com as mudanças climáticas, muitos animais silvestres precisam mudar seu hábito de vida e, por essa razão, acabam tendo mais contato com seres humanos e animais domésticos, fazendo com que se contaminem com doenças que antes se limitavam ao meio urbano”, detalhou o professor Paulo Braz sobre a importância do diagnóstico de doenças em animais silvestres para a saúde pública e a conservação.
Alga marinha na mira da pecuária
O objetivo é aprofundar conhecimentos científicos e metodológicos sobre o uso da Asparagopsis armata, uma espécie de alga vermelha marinha, como estratégia nutricional para reduzir as emissões de metano entérico em ruminantes. Os bovinos produzem metano durante a fermentação no rúmen, gás eliminado sobretudo pela eructação, nome técnico do arroto dos bovinos. Além de contribuir para o aquecimento global, essa emissão representa perda de energia que poderia ser aproveitada pelo animal.
No laboratório, o professor vai acompanhar experimentos em sistemas de fermentação de fluxo contínuo, que simulam as condições do ambiente ruminal e funcionam como etapa intermediária entre os ensaios in vitro de curta duração e as avaliações in vivo. No campo, acompanhará as avaliações com ênfase na produtividade dos animais e na possível transferência de compostos, como iodo e bromofórmio, para o leite. Essa é uma etapa importante para verificar a segurança do uso da alga na alimentação de vacas leiteiras, sem comprometer a produção, a qualidade do leite e a segurança dos produtos lácteos.
Como o Brasil possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, a busca por alternativas para reduzir essas emissões é especialmente importante para a pecuária nacional. “O projeto investiga o potencial da alga, que contém compostos capazes de reduzir a formação de metano durante a digestão. Embora essa alga não seja produzida comercialmente em nossa região, há potencial para seu uso como aditivo na alimentação de bovinos leiteiros e de corte”, avaliou o professor.
Internacionalização e impacto regional

Mais
Polícia Militar deflagra Operação Omnis em Pato Branco
Obra do novo Contorno de Pato Branco chega a 14,23% de execução
Restauração de rodovias entre Francisco Beltrão e Dois Vizinhos chega a 27,5%