Profissionais das equipes de Saúde da Família do município estiveram reunidos nessa quinta-feira (30) no Largo da Liberdade para capacitação sobre o tema obesidade infantil. Em razão da necessidade do cuidado em saúde envolver o atendimento ao paciente de forma holística e abranger diversos parâmetros, participaram da atualização equipes multidisciplinares. Ao reunir os enfermeiros, médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e educadores físicos que atuam na atenção primária à população, o objetivo é manter esses profissionais preparados para orientar as famílias e auxiliar na prevenção, bem como analisar as causas, conceitos e estatísticas relacionadas ao assunto.
Segundo a nutricionista Graciela Gregolin, a obesidade infantil já vem sendo considerada um problema de saúde pública relevante em todo o mundo. “Uma alimentação saudável impacta na saúde da criança por toda a vida. A obesidade na primeira infância determina problemas futuros, aumentando o risco de tornar-se um adulto diabético, além do risco cardiovascular e fatores psicológicos como transtornos na auto estima” reforçou o médico da Estratégia em Saúde da Família, Rodolfo Engelbert
Durante a mesa redonda promovida foram apresentados e discutidos dados oriundos do Sisvan (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) relativo ao ano de 2021 que indicam crescimento considerável do sobrepeso e obesidade durante a infância no município. Ainda sobre o estado nutricional da população, foram abordadas as campanhas vigentes em âmbito nacional a respeito da questão como os programas “Saúde na Escola”, “Crescer Saudável” e “Proteja” e a melhoria na qualidade alimentar nas escolas.
Durante as apresentações, foram sugeridas formas de tornar mais fácil o cuidado com o excesso de peso, como estimular as crianças a participar do preparo das refeições e as atividades ao ar livre em família. Os participantes puderam interagir e se auto questionar sobre as próprias opções alimentares, como consumo de alimentos in natura, processados, minimamente processados e ultraprocessados. Foi debatido também sobre os ambientes obesogênicos, que são aqueles ambientes promotores ou facilitadores de escolhas não saudáveis em relação à alimentação e prática regular de exercícios físicos.
A partir de análise de evidências científicas em nível global e local, estiveram compartilhando suas experiências o médico endocrinologista Danilo Carvalho Luciano, a nutricionista Graciela Gregolin, a psicologa Vanila Godoy e o educador físico Fernando Henrique Mayer. A mesa redonda foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Unidep e a Secretaria de Esporte e Lazer.

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