O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) deve concluir até o final do ano os trabalhos de restauração com pavimento rígido de concreto (whitetopping) da PRC-280, em Palmas, no Sudoeste. Atualmente restam apenas 3,2 quilômetros de meia pista para finalizar. Com isso, a rodovia deve ser totalmente liberada para o tráfego de veículos nos dois sentidos a partir de 5 de janeiro de 2023, sem a necessidade de operação pare-e-siga, atualmente utilizada em 13 quilômetros da rodovia, tendo um tempo de espera de 40 minutos.
Uma das obras mais aguardadas da região Sudoeste, a revitalização completa da PRC-280 já ultrapassou 90% das obras concluídas. Após a finalização da pavimentação, serão feitos em janeiro e fevereiro os serviços complementares, como a implantação da sinalização horizontal e vertical, hidrossemeadura, e instalação das sarjetas para drenagem superficial. A entrega está prevista para o primeiro trimestre de 2023.
“A revitalização da PRC-280 é uma demanda de décadas da população e uma das obras mais importantes da nossa gestão. É uma rodovia com tráfego muito pesado de caminhões, e isso obviamente causa um dano significativo ao pavimento. Por isso optamos pela solução em whitetopping, por ser a mais econômica e mais duradoura”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
A obra integra o Avança Paraná, programa do Governo do Estado que utiliza recursos financiados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. O investimento é de R$ 107 milhões. Ao todo, são aproximadamente 59 quilômetros de novo pavimento, entre Palmas e BR-153, em um dos principais corredores logísticos da região. A rodovia é a principal ligação entre as regiões Oeste, Sudoeste e a Capital e o Litoral (até o Porto de Paranaguá). A rota é utilizada para escoamento de produção agrícola, da indústria madeireira e de celulose.
“A aplicação de whitetopping é inédita em rodovias estaduais. A opção do DER do Paraná nesta técnica visa uma vida útil muito maior, com 20 anos de duração, além de um melhor custo-benefício, já que o pavimento atual é aproveitado como base para o novo pavimento rígido de concreto”, explica o diretor-geral do DER/PR, Alexandre Castro Fernandes.

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