O Dia do Engenheiro Ambiental é comemorado no dia 31 de janeiro no Brasil, data em que os primeiros acadêmicos da área concluíram curso na Universidade Federal do Tocantins, em 1997. O registro profissional para a profissão foi normatizado em 2000, conforme a resolução 447 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
No Paraná, estão registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) 2.390 Engenheiros Ambientais, sendo 932 mulheres e 1.448 homens. Com 182 profissionais, Maringá é a terceira maior regional do Crea-PR em número de Engenheiros Ambientais. Em atuação no estado, há, ainda, 13 Engenheiros Ambientais e Sanitaristas e 405 Engenheiros Sanitaristas e Ambientais.
Na Regional Pato Branco, que compreende os municípios do sudoeste do Paraná, há 160 profissionais da modalidade – 64 mulheres e 96 homens. O profissional da área é responsável por desenvolver técnicas que sejam voltadas para a preservação do meio ambiente e por utilizar tecnologias disponíveis e apropriadas para mitigar ou resolver problemas que são resultado da ação do homem, com a preocupação de prever ou de avaliar impactos ambientais de um empreendimento.
Thayse Nathalie Ferro se formou pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Campo Mourão, em 2015. É mestre em Ciências Tecnológicas Ambientais e possui pós-graduação em Gestão Ambiental e em Estratégias ESG de Negócios. “Cheguei a cogitar arquitetura e urbanismo, mas me apaixonei pela Engenharia Ambiental. Não abro mão de atuar na área, de estar no mercado de trabalho. E também não parei de estudar. Estou realizada”, declara.
Diversos, os campos de atuação são em empresas privadas, públicas ou do terceiro setor. A profissão é abrangente e deve conciliar aspectos ambientais, econômicos e sociais. “Entendo que a sustentabilidade é a base da nossa formação. Como função e princípios, temos a responsabilidade de preservar água, ar e solo. Por isso, há necessidade de gestão e de engenharia, com estratégias para a redução de impactos”, diz Thayse.
Atualmente, a engenheira trabalha como gerente de Licenciamento Ambiental na Prefeitura de Maringá. Sua principal função é tratar da regularização de empreendimentos segundo aspectos ambientais presentes nas legislações e normativas. “Verificamos o que os profissionais apresentaram no protocolo de licença do empreendimento, se está tudo em conformidade, bem como a questão da gestão dos aspectos ambientais e, eventualmente, fazemos vistorias. A licença só é emitida se estiver tudo de acordo com as legislações vigentes e normativas”, explica.
Há procedimentos distintos para a emissão de licenças sob a gerência de Thayse. Quando o empreendimento é considerado de baixo impacto ambiental, a licença é simplificada. Nos casos de alto impacto, é necessário licenciamento trifásico: uma licença prévia para validação do local; licença de instalação; e licença de operação. O enquadramento é feito no ato da solicitação do alvará de funcionamento.
A profissional diz se sentir desafiada a implementar soluções para a redução de impactos ambientais. Ela integra o projeto de criação do Instituto Ambiental de Maringá, lançado em abril de 2022. O objetivo é tornar os processos de licenciamento ambientais do município mais céleres, inclusive com propostas de alterações de legislações. Em janeiro deste ano, passaram a valer novidades na legislação que regulamentam processos administrativos, a fim de tornar os trâmites mais seguros no aspecto técnico tanto para o município como para os empreendedores. Além disso, o instituto visa à evolução tecnológica e à digitalização dos processos.

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