Buscando desenvolver uma educação inclusiva, com mais qualidade para o aprendizado dos alunos, a Prefeitura de Pato Branco aderiu à tecnologia assistiva, utilizando a inteligência artificial na alfabetização de alunos com deficiência visual e com baixa visão. São os dispositivos Orcam MyEye. Uma câmera no tamanho de um dedo, que se fixa magneticamente a qualquer moldura de óculos e lê o texto impresso e digital, reconhece rostos, produtos, notas de dinheiro, horas, entre outros, permitindo que o aluno receba informações do que está ao redor. Atualmente, a rede municipal atende cinco alunos com baixa visão e três totalmente cegos, entre escolas e Centro Municipais de Educação Infantil (Cmeis).
A professora, Ivanete Dambroz, da Escola Municipal Rocha Pombo, explica que o óculos está sendo utilizado em etapas, iniciando pelo posicionamento para a utilização e outras funções, até a leitura de livros, horas, “são passos”. Porém, a professora frisa que a utilização do dispositivo só é introduzida no aprendizado do aluno após a alfabetização em braille. “Primeiro o trabalho é realizado na alfabetização do aluno em braille, para depois introduzir o dispositivo, que será um apoio. Por exemplo, ele poderá utilizar em sala de aula, junto com os demais alunos, para leituras de livros que não existem em braille”, destaca.
“A tecnologia é importante para todas as pessoas. E para a pessoa cega, é um aliado muito importante que está ali para contribuir”, pontua a professora.
Orcam MyEye
Desde 2021, a Prefeitura vem aderindo a tecnologia assistiva para a população. São 12 dispositivos Orcam MyEye adquiridos, para serem utilizados pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Além dos alunos da rede municipal de ensino, pato-branquense com deficiência visual podem utilizar o aparelho na Biblioteca Pública Municipal Professora Helena Braun. Quatro desses aparelhos, foram adquiridos por meio de emenda impositiva do vereador Rafael Celestrin.
A tecnologia assistiva busca trabalhar com recursos e serviços voltados às pessoas com deficiência, visando proporcionar a elas autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. Nas escolas, é desenvolvida materiais escolares pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.

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