CHOPINZINHO – Três adolescentes foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil na tarde de quarta-feira (15), após serem identificadas como responsáveis por uma série de trotes ao telefone de emergência 190. As falsas denúncias mobilizaram equipes da Polícia Militar, que atenderam ocorrências de suposta violência doméstica e de um falso caso de cárcere privado com tentativa de estupro. Segundo o 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), por volta das 17 horas o Centro de Operações Policiais Militares (COPOM) recebeu duas ligações consecutivas informando que uma mulher estaria sendo agredida pelo marido. Durante uma das chamadas, o atendente ouviu gritos de socorro, o que levou a corporação a tratar a situação como uma ocorrência de alto risco.
Equipes da Rádio Patrulha Auto (RPA) foram deslocadas imediatamente para dois endereços distintos na área central de Chopinzinho. Os policiais realizaram buscas e conversaram com moradores das proximidades, mas não encontraram qualquer indício da suposta agressão nem localizaram a residência indicada. Cerca de uma hora depois, uma nova ligação denunciou que uma adolescente de 13 anos estaria sendo mantida em cárcere privado, sob ameaça de arma de fogo, enquanto sofria uma tentativa de estupro praticada pelo padrasto, que estaria embriagado. Novamente, as equipes priorizaram o atendimento e seguiram rapidamente ao endereço informado.
Após as diligências, a Polícia Militar constatou que todas as denúncias eram falsas. O rastreamento das chamadas identificou que os trotes haviam sido realizados por três adolescentes — uma de 16 anos e duas de 12 anos — utilizando os celulares de duas delas. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a ocorrência, e as adolescentes, juntamente com seus responsáveis legais, foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
A Polícia Militar ressalta que trotes aos serviços de emergência não são brincadeiras. A prática é considerada infração penal, prevista no artigo 340 do Código Penal, por comunicação falsa de crime ou contravenção. Além de congestionar as centrais de atendimento, esse tipo de ação pode comprometer o atendimento de ocorrências reais, colocando vidas em risco ao desviar equipes policiais de situações que exigem resposta imediata.

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