O município de Pato Branco contabilizou 42 casos confirmados de dengue, 239 notificaçõoes entre 1º de janeiro e 23 de fevereiro de 2026, conforme dados do Boletim Epidemiológico nº 06, divulgado pelo Departamento de Vigilância em Saúde. No mesmo período, não houve registro de óbitos relacionados à doença. De acordo com o levantamento, 32 dos casos são autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município, o que reforça a necessidade de atenção contínua às ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti.
O índice de infestação predial atual é de 0,7%, classificado como baixo risco, dentro dos parâmetros recomendados pelo Ministério da Saúde. Apesar do cenário considerado controlado, a Vigilância Epidemiológica alerta que a circulação do vírus e a presença do vetor exigem vigilância permanente, especialmente durante os meses mais quentes e chuvosos, quando as condições favorecem a proliferação do mosquito.
Bairros com maior número de casos de dengue
Os casos confirmados de dengue em 2026 estão distribuídos por diversos bairros do município. O Centro lidera o número de registros, com seis casos confirmados. Na sequência aparecem Planalto e Cristo Rei, com três casos cada. De acordo com o Boletim Epidemiológico, os 42 casos confirmados de dengue em 2026 no município de Pato Branco estão distribuídos da seguinte forma:
- Centro – 6 casos
- Planalto – 3 casos
- Cristo Rei – 3 casos
- Vila Esperança – 2 casos
- Sudoeste – 2 casos
- São Roque do Chopim – 2 casos
- São João – 2 casos
- Pinheirinho – 2 casos
- Novo Horizonte – 2 casos
- Industrial – 2 casos
- Fraron – 2 casos
- São Roque – 1 caso
- São Francisco – 1 caso
- São Cristóvão – 1 caso
- Parzianello – 1 caso
- Parque do Som – 1 caso
- Pagnoncelli – 1 caso
- Menino Deus – 1 caso
- Bortot – 1 caso
- Bela Vista – 1 caso
- Anchieta – 1 caso
Chikungunya tem quatro casos confirmados no município
Além da dengue, o boletim epidemiológico aponta cinco casos confirmados de chikungunya em 2026. Destes, um autóctone, indicando transmissão local. Até o momento, não há óbitos registrados pela doença. Os bairros Centro e Novo Horizonte concentram os casos confirmados de chikungunya. As autoridades de saúde destacam que, embora os números sejam baixos, a doença pode causar sintomas prolongados, como dores articulares intensas, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.
Levantamento aponta bairros com maior infestação do mosquito
O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRA), realizado em fevereiro de 2025, identificou os bairros Veneza, Amadori, Industrial, Alvorada e Bela Vista como aqueles com maiores índices de infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Segundo a Vigilância Ambiental, os principais focos do mosquito continuam sendo encontrados dentro dos domicílios, especialmente em recipientes que acumulam água parada, como pratos de plantas, caixas d’água mal vedadas, calhas obstruídas e objetos descartados inadequadamente.
Vigilância reforça papel da população no combate ao Aedes aegypti
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o controle das arboviroses depende diretamente da participação da população, com ações simples e contínuas, como eliminar água parada, manter quintais limpos e permitir o acesso dos agentes de endemias às residências. Denúncias e orientações podem ser obtidas junto à Vigilância Ambiental, pelo telefone (46) 3213-1721. O monitoramento segue ativo, e novos boletins epidemiológicos continuarão sendo divulgados para manter a população informada sobre a situação das arboviroses no município.

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